E então, eu levanto o copo e brindo a todos aqueles que me criticam...
...A todos aqueles que tem algo para falar.
...A todos aqueles que um dia me odiaram e, também, para aqueles que ainda me odeiam.
A raiva cria uma falsa esperança e, um falso sentimento de motivação está sendo criado dentro de mim. Mas, não parece raiva... E, se fosse, seria raiva de quê?
Vejo velhas fotos de momentos alegres, não sinto nada além de ressaca. Vejo as velhas letras, composições e declarações, sinto-me feliz até perceber que são apenas palavras escritas num papel. Ouço acordes, já manjados, que criam ondas sonoras reprimidas, depressivas...
Não sinto mais a alegria que eu sentia antes, nem perto das mesmas pessoas.
Detecto a falha no sistema e tento eliminar o problema, sinto a vontade de me afastar das pessoas... Inclusive daquelas que estão no posto de mais queridas.
Sinto a vontade de vomitar verdades, engolir suas mentiras e mandá-las de volta para vocês. Minhas verdades e mentiras estavam presas nos cabelos que deixei cortar. Agora, estão soltas voando em fios de cabelo pelas ruas desta cidade cinza e amarga.
Minhas desconfianças, desalentos, vícios, virtudes e vontades estão nas raízes e cicatrizes, marcadas na minha pele feito tatuagens.
Vejo o descaso e sinto, amargurado, o gosto amargo da decepção. Dizem algo e fazem outra coisa, nunca respeitam os limites.
Vejo os corpos serem vendidos, as pessoas sendo torturadas como se tudo isso fosse um jogo. Um jogo, como qualquer um, onde ninguém quer perder.
Pudera eu poder controlar o que está em minha volta... Nem sei como controlar o que está dentro de mim. Quem dera eu poder apagar tudo na minha volta... Esquecer quem são todos, o que foi tudo isso para mim.
Dos sorrisos calorosos que já recebi, só restou a memória... O calor já se foi.
Sinto, lá no fundo, a vontade de levantar os mortos e fazer com que eles comam nossa carne. Que os velhos fantasmas nos assombrem e façam-nos pedir perdão por termos interferido em seu descanso.
Sinto, também, a vontade de dar minha cara ao tapa, escandalizar os tempos de paz, mas sei que isso apenas me dará um gosto de como deve ser vivo, porém, vazio...
Would you die for me now?
Take your life for me?
Would you do these things for me?
I would die for you, take my life from you
I would do these things for you
This burden of guilt, weighs deep upon my shoulders
My tears are my strength, I shall not release
And I give you the gift of enduring my pain
I am open to you now, cold through my eyes
Would you cry for me now...? In silence
Take your life for me...? In silence
Would you do these things for me?
I would die for you now, take my life from you
I would do this all for you, for you...
In the name of sorrow, I would give you all my pain
In the name of silence, I would do it again
And again and again
In the name of silence, I would bring it all right down to the end
Would you cry for me now?
Take your life for me?
Would you do these things for me?
I refuse to be now, setting my soul free now
And I do this all for you...
You...
I would for you... In silence
I would for you... In silence
I would do this all for you
Would you cry for me now?
Take your life for me?
Would you do these things for me?
I refuse to be now, setting my soul free now
I would do this all for you, for you...
I would, I would for you, and I and I and I would
Don't you know I would, I would for you
And I and I and I would
I would, I would for you
Mindrot - In Silence

1 comentários:
Esse texto é um auto espelho. me vi em cada frase. não preciso comentar mais nada. não há mais o que ser acrescentado.
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