Não, eu não quero saber dizer o que você andou fazendo.
Não, eu não quero saber dizer o quanto sua dor está lhe atormentando.
Não, eu não quero saber dizer quando você vai aceitar que o mundo está acabando.
Não, eu não quero saber de você...
Não, eu não quero que você saiba dizer o que andei fazendo.
Não, eu não quero que você saiba dizer o quanto minha dor está me atormentando.
Não, eu não quero que você saiba dizer quando vou aceitar que o mundo está acabando...
Não, eu não quero que você saiba de mim...
...Já faz tempo que prometi não querer saber de nós...
A alma podre que habita esta carcaça quer libertar-se da dor causada pela lâmina ciumenta.
Restaram apenas cicatrizes e nunca foi por falta de opção.
O fim do mundo estará sempre aí, mas cada dia será pior...
E o que nos alivia é que quando o sofrimento some, nós sorrimos como se nada tivesse acontecido.
...Isso não está certo...
Pessoas morrendo enquanto outras ficam lançando sorrisos idiotas no ar.
Essa é a realidade que estamos todos condenados a viver.
Ninguém se libertou e ninguém se libertará.
Enquanto o avanço tecnológico corta o coração dos poetas sonhadores, alguém já está esperando para atacar
Enquanto as pessoas gastam em luxúria e esquecem do básico, alguns enxergam o básico como luxúria.
Enquanto um vento cruel corta as ruas desta cidade, você fica aí imaginando quando vai acontecer algo bom.
E a vida vai embora enquanto você chora, enquanto espera por algo bom.
...Lágrimas serão sempre salgadas...
Haverão várias histórias que nunca leremos, não iremos querer saber.
Histórias que seremos os personagens principais, mas não daremos bola.
Faremos de tudo para que essas histórias ocorram...
...Mas na hora, não iremos querer saber.
Tudo isso está no livro da humanidade, que muitos esqueceram de ler...
...E, tudo isso faz parte da imaginação de uma criança, uma criança que ainda sonha com aviões e explorações.
11/11/09
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