21/12/11

Do Que Eu Levo.

Sempre que faço algo que possa dar à luz arrependimento
Imediatamente penso no momento de meu falecimento
Se estarei sentado aqui nesse lugar e receberei à visita de dona morte
Se não notarei que morri, e continuarei sentado firme e forte
Então imagino que a dona de vestido vermelho apertado
Vai me dar umas palmadas no traseiro e de mim dará cabo
Irá me acordar da falsa realidade
E então vai me levar pra encontrar a verdade.

Neste local encontrarei todos que eu admiro
Já conheço bem o lugar que eles então, acredite no que digo
Estarão sentados bebendo à vontade enquanto brigam entre si
De fato é desse jeito que acho que as coisas vão sair
Não que me ache estar no mesmo nível deles
Não sou organizado como Aristóteles
Nem tão sombrio e genial como Heráclito
Nem tão lucido quanto Kant enquanto explico
Sei muito bem que gênio não sou
Também tive mudanças traumáticas como Russeau
Outrora sofri por um amor que mal cabia no peito como Nietzsche
Até mesmo tive a tal viagem que explica uma verdade que existe
Já passei por maus bocados como Espinosa
Como todos eles, com meus erros tive uma prosa
E me tornei o mesmo que todos eles, solitário e triste
De temperança nascida do mesmo que meu mal consiste
Porém controlado e pronto como foi Freud
Sei do que quero e do que minha vontade pode
Não obstante, minha vã busca por prazer me impede de tudo
Não que esteja errado em acreditar nisso Sr. Epicuro
Mas creio que me focar no que acredito e quero é bem melhor
E não fazer como os grandes pessimistas, que sempre esperam o pior
Mas ver a realidade nua e crua assim como viu Sartre
Não tentando fugir da verdade por trás deste contraste
Que vivo e assim como Descartes entendi que penso,
E existo agora pra cumprir meu plano extenso
Não tentarei salvar ninguém como fez Agostinho
Somente à mim mesmo e ao que tenho carinho
Tentarei então encontrar novamente a verdade
Pra poder controlar minha volta até que me agrade.

Penso, logo insisto que todos meus sentimentos
São sombras dos meus pensamentos
Inconscientemente seguindo o que me dá prazer e encarando a agonia
Enquanto vago acreditando no poder da sabedoria.
Que só ela me elevara os sentidos
E me dará um sentido
À seguir e então ver que tudo o que existe
Existe por minha causa, e por isso esta carcaça ainda resiste
Entendo que nunca nada será o mesmo
E que nenhum movimento é a esmo.

Obrigado senhores espertalhões do passado
Vocês me ajudam a dar um sentido a tudo que tenho passado
Entendi agora que o amanhã será
E que mesmo que eu não queira, amanhecera
Do fundo do meu coração, vocês me dão motivos para celebrar
Então de vocês este ser sempre irá se lembrar.

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